Perguntar "qual a taxa do seu rotativo?" trava quase todo mundo. Perguntar "quanto o banco diz que você deve hoje?" ninguém erra — está na fatura, no extrato, na tela inicial do app do banco.
Então o app pede saldos. Com dois saldos em datas diferentes, e sabendo o que você pagou no meio, ele calcula a taxa que explica a diferença.
Se você já sabe a taxa
Digite. Quem tem o contrato na mão não precisa esperar dois meses para o app descobrir o que já está escrito no papel.
Taxa que você digitou não é trocada em silêncio. Se depois aparecerem dois saldos, o app mostra a taxa calculada como sugestão, lado a lado com a sua — e quem decide trocar é você.
Quando o app se recusa a dar uma taxa
Se o saldo caiu mais do que você pagou, não existe taxa de juros que explique isso. Foi um desconto, um abatimento, uma renegociação ou um erro de digitação. Nesses casos o app diz o que encontrou em vez de inventar um número — porque projetar uma dívida encolhendo sozinha diria que você deve menos do que deve, que é o erro perigoso.
O teto que a lei dá
Na dívida de cartão de crédito e no rotativo, a Lei 14.690/2023 limita o total de encargos ao valor original da dívida — ou seja, ela não pode mais do que dobrar. O app respeita esse teto ao projetar, e mostra quando você chega nele.
